“Fui vazado, e agora?” – 04/03/2021

O sócio fundador André Damiani e a advogada Blanca Albuquerque foram destaque no Estadão:

No mês de janeiro, o Brasil foi cenário do “vazamento do fim do mundo”: a maior exposição de dados pessoais de sua história, na qual foram comprometidos 223 milhões de CPFs, bem como informações detalhadas — nome, endereço, renda, score de crédito, entre outros dados. Esta conjuntura possibilitou a criação de sites como o “Fui Vazado”, que tinham por objetivo verificar quais cidadãos e informações haviam sido expostos.

“Ocorre que, para se fazer a referida checagem, o indivíduo acaba potencializando a sua exposição, na medida em que se compartilham, por exemplo, CPF e data de nascimento. Apesar de aparentemente o site não realizar tratamento e armazenamento desses dados, foi encontrada uma falha no código fonte que poderia ensejar novo sequestro das informações consultadas.

Neste contexto, a sociedade ficou desnorteada, sem saber que atitude tomar, posto que, apesar do Brasil ser um dos países em que mais se passa tempo online, nunca se investiu minimamente em educação digital. Por isso, é urgente a implementação de uma orientação tecnológica agregada a uma cultura de proteção de dados, nas quais os indivíduos saibam como se proteger na internet, bem como compreendam o valor de seus dados, evitando-se o compartilhamento automático de informações com a mesma naturalidade com que se dá um bom dia.”

Leia o artigo na íntegra

2021-03-05T14:11:01-03:00