“Decisão do TSE de centralizar contagem de votos foi eficaz?” – 19/11/2020

O sócio fundador André Damiani foi destaque no Lex Latin:

“A mudança foi definida como “considerável” pelo sócio fundador do Damiani Sociedade de Advogados, André Damiani. Na sua visão, também houve um maior ganho de segurança no pleito. “A centralização dos votos no TSE em Brasília garante uma maior segurança em detrimento ao modelo anterior adotado”, disse. “O novo modelo operacional reduz as vulnerabilidades, visto que minimiza a exposição de banco de dados, bem como a quantidade de servidores que possuem acesso a eles”.

No TSE, Barroso também apontou outros desafios que o sistema passou durante o primeiro turno: a plataforma e-titulo, que permitia a identificação pelo celular e a possibilidade de “justificativa de voto pelo georreferenciamento”, apresentou instabilidade pelo alto número de acessos – mais de 12 milhões durante a manhã.

Duas tentativas de ataque hacker também foram registradas. Em uma delas, os sistemas da Justiça Eleitoral receberam um volume altíssimo de pedidos de acesso, com o objetivo de retirar o sistema do ar. O ataque, conhecido como DDoS, tem uma fórmula antiga e era uma tentativa de ataque esperada. Apesar do alto número – segundo a área de tecnologia da informação do tribunal, mais de 432 mil acessos por segundo – a tentativa foi neutralizada e o sistema se manteve operante.

Outro ataque foi a publicação de dados de servidores do tribunal, efetuado em 23 de outubro, mas tornado público apenas na manhã da eleição. Os dados seriam de servidores antigos, relativos aos anos de 2001 e 2010, e o vazamento não causou maiores estragos. O que chamou a atenção do tribunal foi uma suposta articulação de grupos organizados em redes sociais, voltados a desacreditar o sistema por conta do vazamento.

Para este, Barroso dirigiu palavras duras. “Ao mesmo tempo em que estes dados foram vazados, milícias digitais entraram em ação tentando desacreditar o sistema”, disse em coletiva de imprensa após as eleições. Questionado depois se tais grupos tinham ligações com movimentos políticos, Barroso disse que não caberia a ele levantar hipóteses – isso não o impediu de deixar pistas no ar. “Extremistas que se empenham em desacreditar as instituições clamam pela volta da ditadura e muitos deles são investigados pelo Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

André Damiani pontua que os ataques hackers tinham um objetivo diferente da urna eletrônica. “O ataque não guarda relação com o processo de votação, visto que as urnas não funcionam por rede com ou sem fio, ou seja, impossibilitando, na raiz, qualquer tipo de ataque cibernético”, disse.”

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2020-11-23T09:27:00-03:00